Akko (ou Acre) fica pertinho de Haifa, um pouco mais ao norte. É uma das cidades mais antigas desses lados de cá. Além de outros jardins Bahá’í (na verdade, algo como a sede da religião fica ali, não em Haifa), Akko tem vários sítios arqueológicos e uma parte antiga muito bacana. As fotos deste post foram todas tiradas na Cidade Velha. Você pode ler mais a respeito AQUI. Clique nas imagens para vê-las ampliadas, sim?
Muitos árabes por lá. Uma senhora dentro da van que pegamos reclamando do trânsito, em árabe, e o motorista concordando com ela na mesma língua. Como eu sabia que reclamavam do trânsito? Automobile isso, automobile aquilo.
Segundo a Wikipédia (não tenho nada melhor à mão), alguns historiadores gregos se referiram à cidade como “Ake”, isto é, “cura”. É que de acordo com um mito grego, o bom e velho Héracles (Hércules, para os romanos e para telespectadores do SBT) teria encontrado por ali algumas ervas medicinais que ajudaram a curar alguns ferimentos. Só não me pergunte onde e como ele se machucou. Isso eu ainda não consegui saber. Não me lembro dele passando por aqui quando se perfazia com seus famigerados doze trabalhos. Alguém?
O SBT reprisava duas vezes por mês o filme “Hércules”, uma produção Z protagonizada pelo Lou Ferrigno, o eterno (?) Hulk da série de TV. Nesta, Bill Bixby era David (Bruce) Banner. Era engraçado ver aquele sujeito enorme, Ferrigno, provavelmente um pai de família, todo pintado de verde, trajando farrapos e urrando, raivoso. Ah, a infância que (felizmente) não volta mais.
Eu sei que devia estar escrevendo sobre Akko e sobre a viagem, mas, sei lá, deu vontade de falar da série de TV do Hulk. Lembram como era? Clica AQUI, vai. A minha série favorita, dava uma tristeza insana aqui no peito ver o Banner indo de cidade em cidade, fugindo da própria sombra verde. A vida é cruel.
A gente atravessou o shuk (mercado), onde eu comprei um narguilé para o meu irmão e uma taqiyah (aquele chapéu que os muçulmanos usam, parecido com a quipá dos judeus, só que um pouco maior) para o Erwin, e foi dar com os costados aí na marina.
Estávamos varados de fome, mas não comemos porque não havia restaurante kosher à vista. Quero dizer, tinha um restaurante chamado EZRA AND HIS SONS, com uma bandeira de Israel tremulando no telhado, mas não vimos nenhum certificado kosher por ali. Melhor não arriscar.
Logo no começo de “Hércules”, Lou Ferrigno atirava um urso à grande distância. Também era engraçado ver aquela bola de pelo imóvel cruzando os céus da Grécia.
Ok, chega de escrever bobagens.
O Mediterrâneo. Barquinhos lá adiante. Como se nada se movesse.











